Bem-Vindos ao Blog da Aventura: A Terra dos Dragões Anciões

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Wellington Junior

terça-feira, 21 de julho de 2009

Capítulo 3 - Eu Sou O Melhor!

Gatz estava em uma mesa na taverna A BOCA DO DRAGÃO, ele observava seu alvo, um mercador feio, gordo e o melhor, caindo de bêbado. O tintilar de moedas era tentador, e o saco com elas balançava, preso no cinto do homem que dançava algo como uma valsa+samba+bolero super-rápido. Movimentando-se furtivamente, Gatz foi até o homem, ainda lembrando o lema que o amigo dera de “presente” a ele:

“As pessoas gostam de bolsas leves, eu esvazio as delas.”

O jovem gatuno fingiu um tropeço, retirando a bolsa do cinto do homem, e se dirigiu para a porta, com um sorriso maroto estampado no rosto. Na saída, BAM, ele bateu de frente com alguém, caindo para trás.

— Me desculpe, foi sem intenção. — Ouviu ele.

— Ai! — Murmurou ele. — Me desculpe, me desculpe moço. — Falou Gatz, levantando-se e indo até o elfo caído, Gatz fingiu bater a poeira de suas roupas, investigando se havia algum dinheiro ou item. Ele achou algo cilíndrico preso ao cinto do homem, mas não o pegou pensando:

“Já consegui dinheiro para essa semana e para a próxima, não vou tentar dar um passo maior que as pernas.”

Gatz reparou na moça que o olhava, ou ao elfo, pois já a conhecia da escola, que frequentara pouquíssimas vezes por ordem do senhor que cuidou dele. Era Kisara a gatuna treinada por Griphin, ela tinha uma história parecida com a sua, mas teve muito mais sorte. Depois de desculpar-se com o elfo, que entrou por uma rua lateral indo em direção da praça, Gatz foi até a moça e falou, respondendo à sua expressão incrédula:

— Não tento dar um passo maior que as pernas. — Ao que ela respondeu:

— É... Você tem as pernas bem curtas. — Kisara o olhou de cima abaixo, ela poderia ser maior uns 15 centímetros, ele tinha apenas 1,65 m. Ela teria algo entre 17 e 20 anos no máximo, era muito bonita, o que deixava Gatz carrancudo, pois não conseguia não se desconcentrar com ela.

— Eu tenho uma proposta para você... — Continuou Kisara.

— E qual seria? — Perguntou Gatz.

— Uma missão... Rank A. — Responde ela.

— E o que eu ganho? — Pergunta novamente Gatz

— Experiência! — Responde ela.

Gatz vira e sai andando, com um sorriso maroto, dizendo:

— Se é só isso, eu não quero.

A moça hesita um segundo e diz:

— Tudo bem, se quer algo adiantado... tenho 50 peças aqui para você.

“Maldita... eu sabia”, Pensa ele, parando e voltando, ao se virar ele percebe que ela continua andando lentamente para a praça. Ele diz para ela, lentamente:

— É... parece que estamos chegando em algum lugar... Vamos a uma taverna, sentamos em uma mesa... e conversamos melhor... — Gatz recoloca o sorriso maroto que já está acostumado a usar. “O sorriso do ladino”, como seu colega chamava.

Kisara acena com a cabeça, olhando em volta e fixando o olhar no elfo, que também os observava, mas desvia o olhar assim que percebe a moça o encarando, ela começa a caminhar na direção dele, que entra na praça, e fala:

— Vamos andando, não quero perder tempo. — Ela silencia alguns segundos e depois fala de novo, desta vez perguntando:

— Então, aceita ou não?

Gatz, ainda com o sorriso no rosto responde, lentamente, parando para conseguir toda a atenção da moça:

— Seguinte, não trabalho por tão pouco... quero 250 peças adiantadas e mais 250 no final do serviço... essa é minha última oferta e não é negociável. — Ele para um pouco, e aceita, ele vê um sorriso surgir no canto da boca de Kisara.

— Diga-me, por que acha que vale tanto? — Pergunta ela, olhando-o.

— Simples... — Responde ele firmemente. —... Porque sou o melhor!

Ela o olha com uma expressão especulativa e volta a olhar para a frente, continuando a seguir o mesmo caminho do elfo.

— Muito bem então... me diga, qual vai ser a missão? — Pergunta Gatz, pensando logo depois: “Eu sou o máximo!”

Ela pega algumas moedas numa bolsa de couro, que chama a atenção de Gatz e ele lembra novamente: “...certas pessoas pedem para serem aliviadas de seu fardo...”, ela entrega as moedas e diz:

— Vamos logo antes que o alvo desapareça. — Ela apressa os passos em direção da taverna BARRIGA DA BALEIA, onde o elfo entrou, e diz: — Saberá em breve, ali.

— Mas quem é o alvo..? — Pergunta novamente Gatz.

Ambos entram na taverna, Kisara olha em volta, vê o elfo e se encaminha até ele, Gatz a segue, ela pára na frente da mesa onde o elfo está sentado e diz:

— Creio que esteja nos esperando, senhor... — Ela pára esperando um nome.

— Meu nome não importa, ainda, mas por enquanto me chamem de Druida. — Responde o elfo.

— Que seja! — Fala Kisara.

— Reparei em você porque só consegui encontrá-la com ajuda do meu amuleto, você se mistura muito bem. — Fala ele. — Estou aqui para encontrar gatunos que me ajudem numa missão pelo povo élfico.

Gatz observa o elfo, pensando: “Esse aí é o tal que eu esbarrei...”

Kisara senta-se no banco oposto ao dele, olhando.

— Se aceitarem, e cumprirem a missão, terão fama, glória e dinheiro pra o resto de suas vidas. — Fala novamente o Druida, olhando-os, ele pára e bebe um longo gole de seu vinho.

“Hmmm... dinheiro... fama... glória...” pensa Gatz.

— Estamos aqui para isso. — Fala ela. — Então, qual é a missão?

— Ótimo! A primeira parte da missão é vir comigo até Midgard, e provar que são bons de verdade. Pagarei metade quando chegarmos lá. — Responde o elfo, olhando a cara especulativa de Kisara e a pensativa de Gatz. — Se forem realmente bons, continuam a missão, se não forem, voltam sem fama, sem glória e sem o grande tesouro.

— Fale em valores, de quanto estamos falando. — Fala Kisara, apoiando o braço na mesa.

— Eu sou o melhor, moço. — Fala Gatz.

— Pagarei 10.000 no total, para cada um, poderão também ficar com qualquer coisa que consigam roubar durante a jornada, sem falar no grande tesouro do fim da aventura. — Fala o Druida.

Gatz fica surpreso com a grandiosidade do pagamento.

— Hmm... — Kisara fala enquanto dá um sorriso malicioso. — Tudo bem, aceitamos.

— Isso é para dar uma pequena motivação para a senhorita. — fala o Druida colocando cerca 500 peças sobre a mesa. — Tem muito mais de onde veio isso.

— Quando começamos? — Pergunta Gatz.

— Estejam amanhã de manhã no portão oeste, a viagem será longa... — Responde o Druida.

— Ok. — Diz Kisara, pegando o saco de moedas.

— Ok então... — Diz Gatz, se aproximando de Kisara e estendendo a mão, pedindo parte do dinheiro.

— TAVERNEIRO!!! Traga três bebidas aqui. — Ordena o elfo.

— Então... o que pode adiantar sobre a missão? — pergunta Kisara, curiosa.

— Leia isso e talvez tenha alguma idéia. — Responde o Druida, entregando-lhe um pequeno livro sobre dragões. O taverneiro trás um copo de hidromel para Gatz, colocando-o na sua frente, e duas taças de vinho para o Druida e para Kisara.

— Está feito, agora divida o dinheiro que o Druida deu, ou acha que sou bobo, tia. — Fala Gatz para Kisara.

— E seus nomes são..? — Pergunta o Druida, ao que eles respondem:

— Kisara. — Responde ela.

— Gatz. — Gatz se apresenta.

O três bebem, comemorando seu bem-feito acordo.

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