Aranil vivia em paz no bosque à oeste de Midgard, sendo um druida e elfo, dedicava sua vida às plantas e animais do bosque. Ele não se imaginava em uma aventura, pois sua vida era perfeita. Certo dia um mensageiro élfico chegou à seu bosque procurando-o, ao encontrá-lo o elfo disse:
— Senhor Druida, o Rei Elfo designa uma missão à ti e manda este pergaminho. — Entregando-lhe um pergaminho lacrado.
— Ah! Sim, me dê o pergaminho. — Fala Aranil enquanto recolhe o pergaminho.
O elfo faz uma reverência e vai embora, montando no cavalo. Aranil tira o lacre e lê o pergaminho, nele está escrito:
— Aranil, designo esta missão a você, pois poucos o conhecem, é de muita importância que esta missão seja realizada, e rápido. Tu deverás cavalgar como o vento, até Morroc, a cidade dos humanos no deserto, e achar gatunos habilidosos para ajudá-lo na próxima parte da missão. Não ouso revelar muito, pois terá de ser altamente sigiloso, mas deve saber que terá de invadir um covil de um dragão, há um imenso tesouro lá dentro, mas há algo mais importante que o ouro, O Cetro capaz de controlar um dragão. Encontre os gatunos e convença-os. Se precisar, há uma bolsa de couro com 10.000 peças dentro do lacre, quando encontrar as pessoas certas, para ajudar nisso, deixei um amuleto com o poder de revelar aqueles que se escondem. Leve-os até Midgard, onde um elfo o esperará com as suas próximas instruções.
Aranil, como um elfo patriota que era, começou a fazer seus preparativos imediatamente, partindo antes do por do sol. Depois de 3 dias de cavalgada, Aranil chegou à Morroc, dizem que o Dragão Ancião Dourado, Bahamut, ajudou a construí-la e era possível acreditar, pois a cidade era imensa, suas muralhas de mais de 20 metros de altura eram feitas de metal recolhido nas montanhas ao oeste, todos os edifícios e casas eram feitos de pedra do deserto, grandes e pesadas, sua grande beleza parecia ainda mais magnífica sob o sol escaldante do deserto, mercadores com barracas enchiam as ruas e chamavam fregueses, anunciando suas mercadorias, os portões imensos estavam abertos deixando-se ver o interior impressionante da cidade.
Aranil entrou, desmontando, e começou a caminhar pela cidade, procurando gatunos que servissem para o trabalho, depois de caminhar alguns minutos, reparou que uma moça muito bonita o seguia, seu amuleto começava a brilhar levemente, fortificando o brilho quando ele a perdia de vista na multidão. Ele reparou numa taverna chamada: A Boca do Dragão, a placa onde estava o nome tinha em alto relevo a imagem de um dragão de boca aberta como se lançasse chamas. O Druida seguiu para a taverna, ao entrar, trombou de frente com alguém caindo de costas, um garoto de 14 ou 15 anos levantou e veio até ele, ajudando-o a se levantar, enquanto dizia:
— Me desculpe moço. — Ele bateu a poeira das vestes humildes do druida, falando: — Me desculpe moço.
Aranil aceitou as desculpas do garoto, depois se retirando por uma rua lateral em direção da praça, seu amuleto brilhava e tremia sob as vestes, mas ele não encontrava a mulher que o estivera seguindo. Após sair na praça, Aranil parou e olhou para trás, achando a gatuna que o seguia, ele desviou o olhar rapidamente, ao ver que ela percebera, e entrou numa taverna chamada Barriga da Baleia.
— Poucos segundos depois ambos, a gatuna e o garoto, entraram na taverna, acharam ele e vieram até sua mesa, ao chegarem, a moça falou:
— Crio que esteja nos esperando senhor... — Ela pára e espera seu nome, ao que ele responde:
— Meu nome não importa, ainda, mas por enquanto me chamem de Druida. — Responde-lhe Aranil.
— Que seja. — Responde ela.
— Reparei em você porque só consegui encontrá-la com ajuda do meu amuleto, você se mistura muito bem. — Fala Aranil. — Estou aqui para encontrar gatunos que me ajudem numa missão pelo povo élfico.
A moça senta-se em um banco oposto ao de Aranil, observando-o.
— Se aceitarem, e cumprirem a missão, terão fama, glória e dinheiro pra o resto de suas vidas. — Fala Aranil, olhando-os, ele pára e bebe um longo gole de seu vinho.
— Estamos aqui para isso. — Fala a moça. — Então, qual é a missão?
— Ótimo! A primeira parte da missão é vir comigo até Midgard, e provar que são bons de verdade. Pagarei metade quando chegarmos lá. — Fala Aranil, olhando a cara especulativa da moça e a pensativa do garoto. — Se forem realmente bons, continuam a missão, se não forem, voltam sem fama, sem glória e sem o grande tesouro.
— Fale em valores, de quanto estamos falando. — Fala a moça, apoiando o braço na mesa.
— Eu sou o melhor, moço. — Fala o garoto.
— Pagarei 10.000 no total, para cada um, poderão também ficar com qualquer coisa que consigamn roubar durante a jornada, sem falar no grande tesouro do fim da aventura. — Aranil repara na cara do garoto, uma expressão de ganância e ambição extremas e na expressão altamente controlada da moça.
— Hmm... — A moça fala enquanto dá um sorriso malicioso. — Tudo bem, aceitamos.
— Isso é para dar uma pequena motivação para a senhorita. — fala Aranil colocando 500 peças sobre a mesa. — Tem muito mais de onde veio isso.
— Quando começamos? — Pergunta o garoto.
— Estejam amanhã de manhã no portão oeste, a viagem será longa... — Responde o Druida.
— Ok. — Diz a moça, pegando o saco de moedas.
— Ok então... — Diz o garoto, se aproximando da moça e estendendo a mão, pedindo parte do dinheiro.
— TAVERNEIRO!!! Traga três bebidas aqui. — Ordena o elfo.
— Então... o que pode adiantar sobre a missão? — pergunta a moça.
— Leia isso e talvez tenha alguma idéia. — Responde o Druida, entregando-lhe um pequeno livro sobre dragões. O taverneiro trás um copo de hidromel para o garoto, e duas taças de vinho para Aranil e a moça.
— Está feito, agora divida o dinheiro que o Druida deu, ou acha que sou bobo, tia. — Fala o garoto.
— E seus nomes são..? — Pergunta o Druida, ao que eles respondem:
— Kisara. — Responde a moça.
— Gatz. — Responde o garoto.
O três, os dois gatunos humanos e Aranil, o Druida elfo, bebem, comemorando seu bem-feito acordo.
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